Quarta-feira, Março 28, 2007 (1:09 AM)
[RE]CORTE CULTURAL
sintaxe livre. boemia, loucura, literatura. paixão até a demência. entre o playground e o abismo. entre o sublime e o grotesco. peraltice e lirismo; infâmia intimista. hipertexto despretensioso, intertextualidade aguda; analogia e ironia (ilusão é questionar). o teatro, o virtual e a eterna correlação de todas as coisas. nem obra acabada, nem obra aberta. rascunho à toa. O fingi.dor e a auto-sabotagem (é tudo piada, tudo piada, tudo teatro..). a realidade omissa, a retórica, e a semântica argumentativa que pensa que se basta. É tudo argumentação. alegorias sem fim num feedback negativo de alguma outra alegoria qualquer. o real clandestino e o seu duplo, pragmatismo radical e já não mais qualquer utopia. one way dialogue to speak our mind. o eterno espelho da ilha de edição das nossas cabeças e o reflexo translúcido de mim mesmo. o paraíso perdido e inacessível e insaciável. um abrigo multidões. é um, nenhum, cem mil. É o mistério que sempre há de pintar por aí (olhos abertos a todo mistério!). É a outra voz, a contracultura da alma, o bliss intraduzível que dá na gente no loop infinito do tempo que se repete. É toda a grande mentira do tempo sendo um enorme simulacro de um único momento que se prolonga no espaço interminável. É a utopia da física quantica. é o déjà vu e a viagem sem fim em torno do próprio umbigo e do próprio tesão. (sem tesão não há solução). não, não é automatismo, juro. é jazz do coração. é prosa que dá prêmio. É o que calha de dar na cabeça tendo a pena na mão e a alma pequena. É um desencana que a vida engana, o texto cobrindo o concreto, é tudo contexto, é tudo pretexto pro verso. É o avesso do avesso do avesso do inverso. É o eterno regresso. É o (re)fluxo de (in)consciência. É o cano de escape por onde a gente escapa. É um prédio em construção, vários andaimes e vigas cortando o vazio e desenhando caminhos de ferro pelo ar. É a transfiguração. É tudo isso e não é nada disso, é um amor sem fim, verborragia poética ad infinitum, é um minto, desminto e tanto faz...
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